De Brasília: Por Paloma C. Mamede

Matérias, crônicas, artigos e mais

  • 04 / 2022

Melinda mudou de cidade quando tinha 12 anos. Para ela, com certeza, parecia uma grande aventura, aguardou ansiosa o coelho branco passar. Afinal, estava vivendo algo muito absurdo e divertido como uma extensão do universo de Alice no País das Maravilhas.

  • 03 / 2022

Lembrei que estamos em guerra. Não diretamente no Brasil, mas no mundo. Engraçado, faz tempo que vi notícias ou comentários espontâneos sobre este tema pavoroso. Mesmo assim, veio uma inquietude sobre o assunto em minhas entranhas.

  • 03 / 2022

Por que ouço essas explosões que afetam absurdamente os meus ouvidos? Ouço gritos, alguns fracos, outros estridentes, até gritos abafados e pouco agudos. Por que não ouço a melodia do mar? O balançar dos galhos da minha árvore...

  • 01 / 2022

Em uma tarde remota em uma cidadezinha no interior, Leda ia enfim assumir o cargo novo, suas mãos estavam soando, sua voz meio rouca, sua pele corada, queimada e descascando. Leda pegou muito sol indo levar currículo em todos os cantos da Terra e o dia chegou.

  • 12 / 2021

Faz um tempo que Feliciano percebeu que o tempo parou. Todo dia é o mesmo dia, mesmo dia da semana, mesmo dia do mês, mesmo mês, mesmo ano e afins. O calendário parou de ser entregue na empresa, não precisava mais renovar.

  • 11 / 2021

Estranho é aquele que assusta, ou simplesmente, não conhecemos. Estranho é algo que incomoda, dá até ânsia... Mas estranho também são aqueles pequenos segundos que se passam antes do momento da comunicação

  • 10 / 2021

Dia de segunda dose, terceira para alguns e até primeira para poucos. Antes da pandemia, o Brasileiro tinha sonho de quê? Já surgiu um daqueles mitos midiáticos que todo mundo quer ou já quis um carro, mas fora esses mitos o que será que o íntimo carrega? Criar, viajar, ter um negócio próprio? Qual a fome de cada um? E, fome, é uma coisa séria, qua ...

  • 09 / 2021

Era uma madrugada pacata de primavera, a praia estava amanhecendo aos poucos, o sol refletia todos os entusiasmos do mundo com sua mescla, tão igual e ao mesmo tempo tão original, de cores. Ana Laura gostava de se sentar na areia e aproveitar este espetáculo envolta em silêncio. Mas, naquele dia, tudo seria diferente. Avistou logo o corpo da Deusa ...