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  • Por: Paloma C. Mamede
  • 02/03/2022

Algumas explosões no meio da noite

Por que ouço essas explosões que afetam absurdamente os meus ouvidos? Ouço gritos, alguns fracos, outros estridentes, até gritos abafados e pouco agudos. Por que não ouço a melodia do mar? O balançar dos galhos da minha árvore...


Foto: Salvador Dalí - O Pássaro ferido 1928

Por que ouço essas explosões que afetam absurdamente os meus ouvidos? Ouço gritos, alguns fracos, outros estridentes, até gritos abafados e pouco agudos. Por que não ouço a melodia do mar? O balançar dos galhos da minha árvore... Por que não ouço a campainha cheia de visitas boas? Por que não ouço a chaleira com toda a sua pressa de acalmar os dias? Sobra o calor, a euforia, a ansiedade e o atrito:

— Ouço explosões, passarinho azul calado. Você me ouve?

— Ninguém se ouve — Repito para mim mesmo.

Ouvi também estampidos e uma nascente vermelha, avermelhando meus braços, depois os olhos... O coração já estava vermelho.

— Ouço batidas, pequeno pássaro azul silencioso. Ouço batidas no coração do mundo — Repito aos ventos.

Ouço os corações se enfileirando devagar. Ouço explosões, ouço?

Um zunido. Depois, paz, silêncio, breu.

— Não ouço mais nada, pássaro azul sumido e definhado — Repito sem ouvir a minha própria voz.

Por que não ouço? Ao ouvir o barulho do mundo, sinto que se acaba quando todas as cores, infinitas cores, se juntam, iluminam-se. Mas se acaba! Afinal, o estampido mais longo é o último suspiro em meio ao entrecortado estremecido das bombas.

— Adeus, pássaro azul bonzinho e malfadado.

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