Iniciativa em escola do DF reúne estudantes do Ensino Médio em encontros quinzenais que combinam leitura, troca de experiências e dinâmicas imersivas
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Iniciativa em escola do DF reúne estudantes do Ensino Médio em encontros quinzenais que combinam leitura, troca de experiências e dinâmicas imersivas

Com a chegada do Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, um movimento tem chamado a atenção no universo educacional: a retomada dos clubes de leitura entre jovens. Em um cenário marcado pela hiperconexão e pelo uso intensivo das redes sociais, iniciativas que incentivam a leitura compartilhada vêm se destacando como espaços de convivência, escuta e reflexão.
No Colégio Católica Brasília, o Clube do Livro “Cora em Páginas” é um exemplo desse novo comportamento. Voltado a estudantes do Ensino Médio, o projeto reúne atualmente 22 participantes em encontros quinzenais realizados na biblioteca Cora Coralina, dentro da escola. Mais do que incentivar o hábito da leitura, a proposta aposta na troca de ideias e no protagonismo dos alunos.
“O clube funciona em blocos temáticos, organizados por gêneros literários. Os estudantes têm liberdade para escolher suas leituras dentro de cada proposta, o que torna a experiência mais atrativa e personalizada”, explica a bibliotecária Mylena Butrago, mediadora do projeto.
Entre os gêneros já trabalhados estão a ficção científica, com leituras como 1984, Admirável Mundo Novo e Laranja Mecânica e, mais recentemente, o suspense e o romance policial, com títulos como A Garota Exemplar e outras obras do gênero. Cada ciclo dura, em média, um mês e meio, com três encontros dedicados à discussão das leituras.
A dinâmica do clube também é um diferencial. Na abertura do bloco de mistério e suspense, por exemplo, os estudantes foram recebidos com uma simulação investigativa montada na biblioteca e desafiados a criar suas próprias histórias a partir de pistas. “A ideia é mostrar que a biblioteca pode ser um espaço vivo, que dialoga com o tempo e com os interesses dos jovens”, destaca Mylena.
Sem a cobrança tradicional de rendimento, o projeto valoriza a participação e o envolvimento dos estudantes, que são incentivados a ler, em média, ao menos 30 páginas por encontro. Ao longo do ano, as produções desenvolvidas nas atividades serão reunidas em uma galeria aberta à comunidade escolar.
Para a mediadora, o sucesso do clube também reflete uma tendência mais ampla. “Os clubes do livro voltaram à moda e isso é interessante porque, ao mesmo tempo em que ganham visibilidade nas redes sociais, também oferecem uma oportunidade de desconexão e de interação mais significativa”, avalia.