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  • Por Baú Comunicação Integrada
  • 16/05/2025

Espetáculo-instalação destaca histórias de mulheres na construção de Brasília

“Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá” é um tributo sensível à memória, ao pertencimento e à resistência feminina. A montagem resgata memórias por meio de objetos do cotidiano e leva apresentações gratuitas a escolas e museus do DF


https://www.baucomunicacao.com.br/

O espetáculo-instalação “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”, realizado pelo Coletivo Entrevazios, propõe uma imersão sensível na memória de mulheres que participaram da construção de Brasília, mas cujas histórias permaneceram à margem. Com uma linguagem poética e delicada, a montagem utiliza tanto objetos do cotidiano — como bacias, panelas, roupas de bebê e ferros de brasa — como dispositivos narrativos para contar histórias reais de mulheres idosas moradoras das regiões mais antigas do Distrito Federal.

A segunda edição do projeto acontece de 23 a 31 de maio e realiza oito apresentações gratuitas em seis cidades do DF, sendo quatro em escolas públicas e quatro em museus, com acessibilidade garantida em parte da programação por meio de audiodescrição e intérprete de LIBRAS. Após cada sessão, o público é convidado a conhecer as histórias de outras mulheres, a partir da fruição da instalação cênica formada e ver de perto todos os objetos disparadores das memórias, proporcionando um encontro entre memória, afeto e presença.

A montagem também é parte das celebrações aos 35 anos do Museu Vivo da Memória Candanga, com apresentações abertas ao público nos dias 28 e 31 de maio, com uma sessão com recursos de acessibilidade. Outro equipamento cultural que também recebe o espetáculo é o Museu do Catetinho, com sessões nos dias 24 e 25. A montagem conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e também percorre escolas públicas em Planaltina, Paranoá, Gama e Ceilândia. 

 

"Ano passado vivemos a temporada de estreia do espetáculo. A cada apresentação, a história de uma mulher se desdobrava na de muitas outras. Ouvi tantas vezes: ‘Você acabou de contar a minha história’. Entre abraços acolhedores, sorrisos partilhados e lágrimas emocionadas, circulamos pelas sete regiões onde escutamos as vozes das mulheres migrantes. Encerramos essa primeira edição com o coração transbordando e a certeza de que queremos seguir abrindo esse quintal, onde a história de uma é, na verdade, a de muitas mulheres”, explica Maysa Carvalho, atriz e coordenadora geral do espetáculo. 

Dirigido por Sandra Vargas, referência nacional no teatro de objetos, o espetáculo foi criado a partir de entrevistas com mulheres que vivenciaram o nascimento da capital. A montagem revela uma Brasília íntima, feminina e cotidiana — aquela que não aparece nos livros de história, mas que pulsa nas casas, nos quintais e nas lembranças.

“Este espetáculo traz uma Brasília que poucos conhecem. Traz a mãe ou a avó que sabemos estar em tantas casas, lutando para existir. E por que usamos objetos? Porque eles nos fazem falar daquilo que parece não ter importância neste mundo tão concreto. Trazemos a humanidade escondida num cotidiano que não está nos grandes museus nem nos livros de História, mas que está em nossas casas e parece ser o que faz mais sentido nas nossas vidas”, explica Sandra Vargas, premiada atriz e fundadora do Grupo Sobrevento, pioneiro em teatro de objetos no Brasil e uma referência na pesquisa de linguagem do teatro de animação dentro e fora do país.

 

Coletivo Entrevazios

Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam.  Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade - Brasília numa caixa de brincar (2019, 2024 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o mini documentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo-instalação Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 e 2025); e as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo - Aventura nos Três Poderes (2024).

 

Programação

23/05 - 19h30 - Centro Educacional Incra 09 (Ceilândia)

24/05 - 17h30 - Museu do Catetinho (sessão com Libras e audiodescrição)

25/05 - 17h30 - Museu do Catetinho

26/05 - 19h30 - Centro Educacional Engenho das Lajes - CEDEL (Gama)

28/05 - 19h30 - PAD/DF (Paranoá)

29/05 - 19h30 – Centro Educacional Taquara (Planaltina)

30/05 - 17h30 - Museu Vivo da Memória Candanga - Festa em comemoração aos 35 anos do Museu

31/05 - 17h30 - Museu Vivo da Memória Candanga (sessão com Libras e audiodescrição)

 

Ficha técnica do espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”

 

Fotos e vídeos: https://drive.google.com/drive/folders/153LAqQf0PuOVhT1-nKgKN2FrIFjcc5Qm?usp=drive_link

 

SERVIÇO

Espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá

Data: De 23 a 31 de maio

Sessões abertas ao público:

24/05 - 17h30 - Museu do Catetinho (sessão com Libras e audiodescrição)

25/05 - 17h30 - Museu do Catetinho

30/05 - 17h30 - Museu Vivo da Memória Candanga - Festa em comemoração aos 35 anos do Museu

31/05 - 17h30 - Museu Vivo da Memória Candanga (sessão com Libras e audiodescrição)

Informações: @entrevazios 

Acesso: gratuito

 

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