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Mistura doce e muito perigosa. Saiba mais sobre o risco de misturar álcool com energético - Release


Foto: Divulgação/ Pixabay
Destak Comunicação 12/01/2022

A combinação, à primeira vista, pode parecer boa, já que o energético, além de mascarar o sabor das outras bebidas, dá mais energia. Mas não é bem isso o que acontece

Com a chegada de janeiro, vêm as férias e os abusos que podem resultar em doenças sérias, como alguns tipos de arritmias cardíacas. Segundo o cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Thiago Germano, os exageros cometidos na mistura de álcool com energéticos podem atrapalhar o bom funcionamento do coração. "Esta mistura, com o seu consumo excessivo, pode ser um catalisador para problemas cardíacos, em especial a fibrilação atrial, que é um tipo de arritmia cardíaca que torna os batimentos acelerados", explica.

O álcool pode trazer grandes malefícios a vários órgãos do nosso corpo, principalmente ao fígado, pâncreas, coração e cérebro. Já a cafeína, contida em bebidas energéticas, causa diversos efeitos colaterais no organismo. Entre os principais estão as dores no peito, arritmias, elevação da pressão arterial, tontura, insônia, formigamentos, desconforto respiratório, dores de cabeça e irritabilidade. Quem sofre de problemas cardíacos deve passar longe dessa mistura.

Outra situação que deve ser observada é o fato de algumas pessoas terem problemas cardíacos e não saberem da existência da doença. Muitas vezes, o paciente já tem uma predisposição, mas não apresenta qualquer sintoma. O uso do energético pode ser o gatilho para desencadear uma arritmia cardíaca ou até um infarto. Além disso,  várias doenças, como as canaliculares — alteração da repolarização do coração —, não são vistas nos exames de rotina, são assintomáticas e muitas vezes só acontecem quando o coração é estimulado.

"É de suma importância pensar na saúde neste período, bem mais que isso, entender que é possível se divertir sem ingerir certas bebidas. É melhor se cuidar do que ter que interromper as férias para ir ao hospital", finaliza o cardiologista Thiago Germano.