bars

Taxa de desemprego cai no DF e construção civil é destaque - Notícia


Foto: Renato Alves/Agência Brasília
AgenciaBrasilia 28/05/2021

Pesquisa da Codeplan mostra a reação da economia local. Cerca de 1,4 mil obras públicas ajudaram na geração de emprego

A taxa de desemprego em abril deste ano caiu 1,1% em relação ao mesmo mês de 2020. O dado é da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF) – feita pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ainda de acordo com o estudo, divulgado esta semana, a capital registrou 44 mil postos de trabalho nos setores de construção civil, indústria e comércio.

Segundo o presidente da Codeplan, Jean Lima, pela primeira vez foi possível comparar a situação do mercado de trabalho com um mês que já tinha iniciado a pandemia. “Observamos que agora o desemprego parou de crescer. Também houve um aumento da População Economicamente Ativa [PEA], que são aqueles que estão trabalhando ou em busca de um emprego. São 32 mil pessoas que estão mais confiantes com o mercado”, analisa.

“Durante a pandemia, o governo local ajudou este segmento, não paralisando as atividades. Visitamos canteiros de obras e fizemos protocolos de segurança para que os serviços não parassem”José Humberto Pires, secretário de Governo

No acumulado do ano, menos pessoas estão desempregadas nas áreas de baixa renda – como Estrutural, Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas e Varjão – , com -7%. Em Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo e Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Setor de Indústria e Abastecimento – cidades de média-baixa renda – também houve redução de 3,1%.

“São áreas com maior potencial de comércio, como Ceilândia e Taguatinga, por exemplo”, comenta o presidente da Codeplan, Jean Lima. “O setor de construção civil, estimulado pelo governo local, também contratou mais. São áreas mais dinâmicas que não exigem muita qualificação”, pontua.

Construção civil

Houve aumento nos setores de construção civil (36,2%), indústria (18,6%) e comércio (10,4%). Para o secretário de Governo, José Humberto Pires, o dado é uma conjunção de fatores. “O mercado imobiliário ficou muito tempo parado, sem construir edificações, represando a demanda. À medida que as pessoas começaram a procurar moradia, este setor voltou”, explica.

“Durante a pandemia, o governo local ajudou este segmento, não paralisando as atividades. Visitamos canteiros de obras e fizemos protocolos de segurança para que os serviços não parassem”, lembrou José Humberto Pires. “No público, trabalhamos fortemente no combate à covid-19, mas, também, na renovação da cidade e geração de emprego e renda. São 1.400 obras, sendo 200 grandes”, finaliza o secretário.