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Como o governo de Brasília está se preparando para a segunda onda de COVID? - Notícia


Foto: Martin Sanchez /Unsplash
Brasília É Aqui 02/01/2021

Com a liberação do comércio em muitos lugares não apenas do DF, mas em todo o Brasil, uma segunda onda da COVID pode surgir. Mas quais medidas serão adotadas pelo Governo de Brasília, a fim de que os danos causados pela transmissão do vírus sejam minimizados?

Esta é uma preocupação que diversos moradores e o serviço público têm, afinal, o percentual de contaminação está em 1,3, ou seja, 100 pessoas podem contaminar 130.

Quer saber mais sobre quais procedimentos poderão ser adotados para que a pandemia seja outra vez controlada?

Leia este post com atenção, pois aqui será possível encontrar diversas informações relacionadas a uma possível segunda onda de COVID.

Confira!

 

Causas do aumento na contaminação

Em uma entrevista coletiva fornecida à imprensa no dia 30 de novembro, o Secretário da Saúde do DF, Osnei Okumoto, afirmou que existe sim uma chance de acontecer a segunda onda de COVID.

E os principais fatores que levam ao crescimento da pandemia, é o descumprimento das exigências feitas pelo governo, principalmente por parte dos jovens.

O Secretário afirma ainda que é comum encontrar pessoas em bares ou casas noturnas sem a utilização das máscaras e fazendo o compartilhamento de copos ou do fumo coletivo: Narguilé.

Porém, uma nova reunião para orientação sanitária foi feita, com o intuito de conscientizar os comerciantes em relação ao aumento na transmissão do vírus.

Essa medida foi tomada, pois acredita-se que, cumprindo os protocolos de segurança exigidos, os estabelecimentos podem funcionar normalmente, sem riscos à população.

 

Quais ações estão sendo realizadas?

Uma das primeiras ações que o Governo do DF está tomando para verificar a possível segunda onda do COVID, é realizar um inquérito dentre as regiões administrativas.

A começar por Ceilândia, 34 RA’s serão verificadas e cerca de 100 profissionais estarão de prontidão para realizar os testes nas casas.

Apesar de o aumento não ter sido tão acentuado, o inquérito é importante, pois pode trazer dados mais precisos quanto aos níveis de transmissão, que passaram de 1 para 1,3.

E mesmo que o crescimento tenha sido registrado em 88% das regiões administrativas, o Governo do DF afirma estar preparado para o enfrentamento de uma nova onda.

Mas o Secretário afirma ainda que a conscientização da população é fundamental para que a pandemia volte a estar controlada.

Para isso, utilizar-se de máscara, respeitar o distanciamento social e seguir os demais protocolos de higiene são imprescindíveis.

Além disso, no caso de alguma pessoa ser atestada com resultado positivo para o vírus, se manter em quarentena pelo prazo de quatorze dias pode significar que não aconteça uma nova transmissão.

 

Saiba mais sobre o inquérito realizado

O inquérito começou na região de Ceilândia, pois foi registrado maior índice de aumento neste local.

Assim, o Governo colocou o corpo de bombeiros e o SESC de prontidão para contribuir com a organização desta medida.

Porém, mais uma vez é preciso que haja uma colaboração por parte dos moradores, para que recebam os profissionais da saúde em suas casas de modo a realizarem a medição.

Além disso, os profissionais irão realizar ainda uma verificação sorológica para ter ciência de quantas pessoas tiveram contato com o vírus.

Isso é importante, pois nem todos que se contaminam chegam a desenvolver os sintomas da doença, porém são capazes de transmitir para outras pessoas.

Cada região administrativa terá 230 moradores sorteados para passarem pelo teste de verificação de anticorpos.

Apenas os maiores de dezoito anos serão testados e caso não haja nenhum morador habilitado no momento da análise, a casa vizinha será verificada.

 

Atendimentos em hospitais

As Unidades Básicas de Saúde irão receber pacientes com coronavírus e, caso seja necessário, estes poderão ser atendidos ou transferidos para diversos hospitais.

Serão disponibilizados cerca de 532 leitos para que pacientes em casos de internação possam receber atendimento.

Além disso, outros 60 leitos serão disponibilizados, caso necessário, para os moradores de Ceilândia em um centro específico para o tratamento de pacientes vítimas do COVID.

Todos os hospitais e Unidades de Saúde irão contar com os equipamentos necessários para que o tratamento adequado seja fornecido.

 

Medidas preventivas e outros tratamentos

No mais, as recomendações feitas pela Secretaria de Saúde do DF são as mesmas do início da pandemia.

O uso de máscaras que cobrem nariz, boca e queixo é obrigatório em todas as vias públicas e, quem for pego sem o uso desse acessório terá de arcar com uma multa pelo descumprimento da lei.

Também é muito importante continuar mantendo o distanciamento de pelo menos um metro em locais abertos e um metro e meio em ambientes fechados.

Higienizar as mãos antes e depois de tocar o rosto ou retirar a máscara, limpar constantemente superfícies, como mesas, corrimãos e maçanetas, pode ser algo simples e que evita a transmissão do vírus.

Não tocar olhos, boca e nariz também pode impossibilitar que haja contaminação, assim como a higiene constante das mãos com álcool em gel ou água e sabonete.

Por fim, sempre que tossir ou espirrar, a recomendação da OMS é que se cubra a boca ou nariz com a parte interna do braço, para que esse e possíveis outros vírus não sejam transmitidos.

Todos estes procedimentos são muito importantes, visto que uma segunda onda de COVID não deve ser descartada, mas seguindo estes protocolos, toda a população pode estar preparada para enfrentar o vírus.

 

E a vacina?

Agora, quanto à vacinação, existem duas em fase de teste no DF e uma está aguardando autorização da ANVISA. São elas:

  • CoronaVac – produzida pela empresa chinesa SinoVac BioTech, sendo que existem mais de 700 profissionais da saúde e voluntários participando dos testes desde 05 de agosto, porém a meta é testar 852 voluntários antes de fazer a liberação da vacina;
  • a segunda vacina em fase final de testes é uma produzida pelo instituto belga Janssen-Cilag, pertencente ao grupo Johnson & Johnson, que contou com 800 voluntários sendo que metade receberá a vacina e outra metade um placebo;
  • a terceira é a Sputnik V, uma vacina produzida por uma companhia russa, mas que ainda está aguardando autorização da ANVISA para que os testes se iniciem.

 

Neste post você pôde conhecer quais as medidas que o Governo do DF está tomando para se proteger contra uma possível segunda onda do COVID.

Lembrando que no momento, os estabelecimentos estão com o horário de funcionamento reduzido, também como medida protetiva. 

O horário limite é 23 horas e multas poderão ser aplicadas caso o estabelecimento descumpra essa regra.

Caso tenha ficado com alguma dúvida ou queira expor sua opinião em relação a esse assunto, não deixe de enviar o seu comentário!