A Escultura mistura dança e teatro para revisitar as memórias da bailarina, atriz e coreógrafa Yara de Cunto, nos dias 4 e 5 de setembro, no CCBB Brasília.
A Escultura mistura dança e teatro para revisitar as memórias da bailarina, atriz e coreógrafa Yara de Cunto, nos dias 4 e 5 de setembro, no CCBB Brasília.

A bailarina, atriz e coreógrafa Yara de Cunto será celebrada no espetáculo A Escultura, montagem dirigida por Adriano Guimarães que mistura dança e teatro a partir das memórias da artista, considerada Mestra das Artes pela Funarte e primeira-dama da dança do Distrito Federal.
O espetáculo será apresentado no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília nos dias 4 e 5 de setembro de 2026, como parte da programação do Movimento Internacional de Dança (MID). A sessão de 4 de setembro, às 15h30, será voltada a estudantes de escolas públicas, com Libras e audiodescrição. No dia 5, às 20h, a apresentação será gratuita e aberta ao público.
Em A Escultura, Yara de Cunto se coloca diante da própria trajetória artística e das transformações de um corpo que envelhece e enfrenta limites físicos, incluindo a perda de parte da visão. A artista divide a cena com a bailarina, coreógrafa e amiga Giselle Rodrigues, sua parceira desde os anos 1990.
“Nunca me interessou o umbigo. O outro sempre foi a minha busca. Em A Escultura, fui afetuosamente chamada a pensar a minha vida e a condição física, a visão que perdi. Foi duplamente desafiador”, afirma Yara de Cunto.
Na montagem, Giselle atua como guia da artista, criando caminhos de mobilidade para que ela se desloque com segurança pelo palco. As duas também formam um duo que constrói, por meio de coreografias, imagens ligadas às memórias de Yara. Giselle assina a dramaturgia ao lado de Adriano Guimarães.
Segundo Giselle, o processo incluiu exercícios corporais, alongamentos, toques e respirações, que ajudaram a promover uma reconexão e mudanças na musculatura interna de Yara. A experiência também alterou o tônus da voz da artista e possibilitou uma nova mobilidade no espaço cênico.
Para o diretor Adriano Guimarães, o maior desafio foi selecionar os acontecimentos de uma vida artística excepcional e organizá-los na dramaturgia. As memórias de Yara atravessam diferentes momentos das artes cênicas brasileiras.
Como atriz, Yara trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia ao lado de Tônia Carrero e Margarida Reis. Também foi dirigida por Adolf Celi, Henriette Morineau e Ruggero Jacob, atuou no Teatro de Ipanema e fundou o Balé do Teatro Guaíra, em Curitiba. No Distrito Federal, participou da formação da primeira geração de intérpretes-criadores de dança contemporânea.
“Danço desde os 8 anos e vivi uma vida intensa na arte”, declara a artista.
O Movimento Internacional de Dança foi criado em 2014 e, segundo a organização, já recebeu mais de 75 mil pessoas, apresentou 100 coreografias do Distrito Federal e trouxe artistas de 17 países. O festival é patrocinado pela Política Nacional Aldir Blanc, pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e conta com apoio de instituições como o Banco do Brasil e o Sesc-DF.
A ação Vem pro CCBB oferece uma van gratuita entre a Biblioteca Nacional e o CCBB Brasília. O veículo fica estacionado próximo ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, e está sujeito à lotação.
De quinta-feira a domingo, os horários da van da Biblioteca Nacional para o CCBB são 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. No sentido CCBB para a Biblioteca Nacional, as saídas ocorrem às 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.