Tratamentos para estimular colágeno, melhorar manchas, flacidez e contorno corporal podem começar agora; especialista explica como se planejar
Tratamentos para estimular colágeno, melhorar manchas, flacidez e contorno corporal podem começar agora; especialista explica como se planejar

Quem pretende chegar ao verão com a pele mais viçosa, o rosto mais uniforme e o corpo mais contornado ainda tem tempo para investir em tratamentos estéticos, mas o planejamento deve começar o quanto antes. Isso porque muitos procedimentos dependem da resposta gradual do organismo, podem exigir mais de uma sessão e precisam respeitar períodos de recuperação.
De acordo com a médica dermatologista Tainah de Almeida, tratamentos que estimulam a produção de colágeno, tanto no rosto quanto no corpo, começam a apresentar resultados nas primeiras três a quatro semanas, mas a evolução fica mais evidente ao longo dos três a seis meses seguintes. Por isso, para quem pensa nas férias de verão, uma janela de aproximadamente três meses pode ser adequada para iniciar protocolos.
“Quando pensamos em ações que envolvem estímulo de colágeno, tanto no rosto quanto no corpo, é importante lembrar que o resultado não é imediato. O organismo precisa de um tempo para produzir e remodelar esse colágeno, e muitos protocolos também envolvem mais de uma sessão. Por isso, começar com alguns meses de antecedência é o ideal”, explica a médica.
No rosto, quem deseja melhorar textura, hidratação, manchas, linhas finas e viço pode encontrar diferentes possibilidades de tratamento. Entre elas estão alguns tipos de laser, peelings e microagulhamento, escolhidos de acordo com a necessidade da pele.
A associação de técnicas também pode ser uma estratégia. Segundo Tainah, tratamentos mais profundos, voltados para sustentação e estímulo de colágeno, podem ser combinados com procedimentos que atuam em camadas mais superficiais, contribuindo para textura, hidratação e aparência da pele.
Nos casos de flacidez, por exemplo, bioestimuladores de colágeno podem ser associados, quando indicados, a tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também reconhece diferentes tecnologias para o tratamento de flacidez e celulite, incluindo radiofrequência, infravermelho, ondas acústicas e ultrassom microfocado.
“Hoje trabalhamos muito com a associação de tratamentos porque técnicas diferentes podem atuar em mecanismos complementares e profundidades distintas da pele. Uma combinação bem planejada pode apresentar um resultado mais completo do que simplesmente repetir várias vezes uma única técnica”, afirma.
A especialista ressalta que combinar procedimentos não significa fazer o maior número possível de tratamentos. O protocolo deve ser individualizado, considerando a indicação, o intervalo entre as sessões e o período de recuperação.
Quem deseja aproveitar o verão e tem manchas ou melasma também deve começar a se preparar por agora. A exposição solar é um dos fatores que podem agravar o melasma, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca que o tratamento deve envolver proteção solar contínua e acompanhamento dermatológico. Para períodos de maior exposição solar e viagens, por exemplo, podem ser buscadas estratégias para proteger mais a pele, como antioxidantes em creme e em comprimido, idealmente iniciado algumas semanas antes da exposição.
Para quem tem uma viagem marcada para a praia e quer fazer algum tratamento para uniformizar a pele, o planejamento ganha ainda mais importância. Peelings, microagulhamento e lasers podem ser utilizados em casos específicos, mas protocolos que provocam descamação, vermelhidão ou irritação intensa podem exigir quatro semanas ou mais de restrição solar, dependendo da profundidade e intensidade.
“Se o paciente tem uma viagem próxima para a praia programada, por exemplo, provavelmente não é o melhor momento para realizar um procedimento mais agressivo, mas existem outras alternativas seguras que podem ser feitas mais perto do verão”, orienta a médica.
A preparação não precisa se limitar ao rosto. Técnicas corporais também podem ser planejadas para quem deseja melhorar firmeza, qualidade da pele, sustentação e contorno de regiões como abdômen e glúteos.
Segundo a médica, começar cerca de três meses antes permite organizar o número de sessões necessário e aguardar a evolução dos resultados. Dependendo da técnica escolhida e da indicação, os tratamentos podem atuar em diferentes aspectos do contorno corporal.
Para queixas como flacidez e celulite, combinações de bioestimuladores de colágeno com tecnologias como radiofrequência e ultrassom microfocado estão entre as opções utilizadas na dermatologia. Mesmo com diferentes opções, a médica reforça a importância
O objetivo, no entanto, não é buscar uma transformação imediata. A avaliação médica vai determinar qual tratamento pode oferecer uma melhora realista para cada caso e definir a melhor estratégia. Mesmo assim, a médica reforça que o paciente também precisa fazer a parte dele: “para um bom resultado, além dos procedimentos, é indispensável manter uma alimentação equilibrada, ingerir bastante água, dormir bem e fazer atividade física regularmente”.
Quem está pensando em realizar procedimentos antes do verão deve considerar não apenas o resultado esperado, mas também o tempo de recuperação. Peelings e microagulhamento, por exemplo, podem sensibilizar a pele e exigem cuidados específicos com a exposição solar. A SBD também alerta que ações estéticas mal indicadas podem causar manchas, queimaduras, cicatrizes e outras complicações.
Procedimentos injetáveis, como preenchimentos, bioestimuladores e toxina botulínica, também merecem planejamento. Eventuais hematomas precisam estar completamente protegidos do sol, já que a exposição direta durante esse período pode favorecer alterações de pigmentação.
Por isso, quem deseja chegar ao verão com os resultados mais avançados possíveis deve procurar avaliação com antecedência. Em vez de concentrar vários procedimentos nas semanas que antecedem as férias, o planejamento permite distribuir as sessões, respeitar o tempo de recuperação e acompanhar a evolução natural do tratamento.
“O mais importante é entender o que aquela pele realmente precisa e montar um protocolo individualizado, respeitando também o intervalo e a recuperação de cada tratamento. Fazer os tratamentos com antecedência permite não apenas chegar ao verão com o resultado já em evolução, mas também passar pelo período de recuperação com mais segurança”, finaliza Tainah.