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  • Por Destak Comunicação
  • 03/03/2026

Alta incidência de disfunção temporomandibular acende alerta

No Brasil, estima-se que a prevalência de sinais e sintomas de DTM varie entre 40 a 50% na população adulta, 20 a 30% entre os adolescentes e em torno de 16% em idosos

No Brasil, estima-se que a prevalência de sinais e sintomas de DTM varie entre 40 a 50% na população adulta, 20 a 30% entre os adolescentes e em torno de 16% em idosos

A disfunção temporomandibular compromete a articulação da mandíbula e pode provocar dores de cabeça recorrentes, bruxismo, dificuldade ao mastigar, zumbido, tontura e tensão na região cervical. Apesar da alta prevalência, muitos pacientes convivem com os sintomas por anos sem identificar corretamente a origem do problema.

Na fisioterapia existe uma especialidade dedicada a avaliar e tratar a DTM, que permite um diagnóstico preciso, envolve uma avaliação detalhada da articulação temporomandibular, da musculatura da face e do pescoço, da amplitude de abertura da boca, da presença de estalos ou desvios no movimento mandibular, além da análise postural e dos hábitos do paciente. Em alguns casos, exames de imagem podem ser solicitados para investigação complementar.

Sinais de alerta para procurar avaliação especializada incluem:

• Dor frequente na face ou na região da mandíbula.
• Estalos ao abrir ou fechar a boca.
• Dificuldade ou limitação para mastigar.
• Sensação de travamento da mandíbula.
• Dores de cabeça recorrentes associadas à tensão no pescoço.
• Zumbido, tontura ou sensação de ouvido tampado.

Segundo o fisioterapeuta Dr. Rafael Sales, do Instituto de Fisioterapia Avançada, em Brasília, a mandíbula faz parte de um sistema integrado ao crânio e à coluna cervical. “Quando há desequilíbrio muscular ou articular, outras estruturas passam a compensar, gerando sobrecarga e dor”, explica.

Quando não tratada adequadamente, a disfunção pode evoluir para dor crônica, restrição importante da abertura da boca, desgaste dentário e prejuízos à mastigação e à qualidade do sono. A fisioterapia bucomaxilofacial atua na reabilitação funcional, com foco na correção das causas e não apenas no alívio momentâneo dos sintomas.

O tratamento é individualizado e pode incluir:

• Terapia manual na articulação temporomandibular e na cervical.
• Liberação miofascial intra e extraoral.
• Mobilizações articulares específicas.
• Exercícios para reequilíbrio muscular e coordenação da mastigação.
• Reeducação postural.
• Treinamento respiratório.
• Eletroterapia para controle da dor.
• Laserterapia para redução de processos inflamatórios.
• Técnicas de relaxamento muscular.
• Orientações para controle do bruxismo e do apertamento dental.

“O objetivo é devolver função, reduzir a recorrência das crises e melhorar a qualidade de vida do paciente de forma global”, destaca o especialista.

 

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