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Congresso retorna às atividades - De Brasília


Foto: Agência Congresso

Mudanças ocorridas no último ano, como a tramitação de Medidas Provisórias, o desmonte do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a intenção de criar uma nova legenda (Aliança pelo Brasil), devem pautar o andamento das propostas do governo no parlamento.

As alterações no ritmo de tramitação das MPs pode modificar a relação entre o Executivo e o Legislativo, visto que em 2019, Bolsonaro enviou 42 medidas provisórias, mas apenas 11 foram aprovadas.

Entre as principais medidas que ficaram para este ano, estão a MP que institui a carteira de trabalho verde e amarela, que desobriga o patrão de alguns direitos trabalhistas, e a MP que acaba com o monopólio da Casa da Moeda na produção de dinheiro e passaportes.

Reformas

As reformas são o grande pilar do governo Bolsonaro, no entanto, percebemos que, no primeiro ano de mandato, o Planalto não soube articular de maneira eficiente com os parlamentares, fazendo com que a Câmara demorasse quase um semestre inteiro para aprovar a Reforma da Previdência, sem contarmos o período em que passou no Senado.

Depois da PEC da previdência, em 2020, a principal reforma visada pelo governo é a Reforma Tributária. No Congresso, Câmara e Senado apreciam propostas similares, mas o Ministério da Economia enviará uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em três etapas: tributação sobre consumo, criação de um imposto sobre cigarros e bebidas e mudanças no imposto de renda.

A reforma política aprovada em 2019 que acabou com as coligações proporcionais começam a valer nas eleições municipais deste ano, que funcionarão como um teste para as eleições gerais de 2022.

Balanço 2019

No ano passado, a Câmara aprovou 124 matérias entre PECs, projetos de lei complementar, medidas provisórias, projetos de lei, de decreto legislativo, de resolução e objetos de deliberação. No Senado, foram aprovadas 331 matérias.

Entre as propostas que chamaram atenção em 2019, estão a redução da maioridade penal, a lei de drogas, reforma da previdência, alterações na manutenção e funcionamento de barragens.

Ministérios

A média de demissão dos ministros no primeiro ano de mandato de Jair foi de um a cada dois meses. Gustavo Bebiano foi o primeiro a ser demitido, da secretaria-geral de Governo, após uma série de denúncias de corrupção e mentiras públicas.

A especulação é de que o próximo a cair seja o ministro da educação, Abraham Weintraub, conhecido por dar declarações polêmicas, preconceituosas e de alto teor conservador. Na onda de rejeição popular, está a recém-assumida, secretária da cultura, atriz Regina Duarte, convidada por Bolsonaro a assumir a pasta depois do discurso com referências nazistas do ex-secretário Roberto Alvin.

Depois do vazamento de supostas conversas entre o ex-juiz e atual ministro da justiça, Sérgio Moro e o procurador do ministério público, Deltan Delagnol, o pacote anticrime do ministro está preterido na câmara, a tramitação que estava lenta, ficou ainda mais depois da polêmica. O pacote está na agenda de 2020, o que nos resta é esperar para ver se os problemas de articulação entre o Executivo e o Legislativo se resolveram, destravando o andamento das propostas.


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